quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Smoke And Mirrors
Antônio Sette, 2011

É um pouco como aquela coisa típica que dizem dos "nossos filhos" (os filhos de todo o mundo), que nunca crêem em quem deviam crer (a realidade, onde está o bem verdadeiro), mas sempre acreditam em quem não merece fé (o mal e os maus, que lhes parecem momentânea e ilusoriamente agradáveis e lisonjeiros).
Já tive a minha dose disso, em ambos os sentidos, em ambas as direções.
Quem também já esteve dos dois lados deve saber do que estou falando.
Essa é a imagem que me vem quando parece que alguém não crê em mim.
No jogo de imagens e projeções que é a vida (para tantos), muitas vezes QUEM É NÃO PARECE (porque não simula, e nos acostumamos a esperar a simulação), e QUEM PARECE NÃO É (porque finge).
Aonde quer que se vá se está quase sempre sozinho, mesmo que não pareça, a menos que se possa separar os verdadeiros dos falsos.
Não poder suportar a solidão, iludir-se, urdir mundos imaginários por querer escapar a isso é o que nos leva a todos os enganos, inclusive o de avaliar erroneamente os outros.
Mas quem quer e procura algo real (fora daquele jogo de aparências que é a vida para tantos) não engana nunca, nem pode (em última instância) ser enganado.
O problema é o tempo que leva pra aprendermos a distinguir uns dos outros.


"Quem sabe não fala, quem fala não sabe" - Lao Tzu, um pagão esperto