“Scott”, tradução de A. Sette
Hoje é muito comum que
aqueles que não veem exclamem: “Prove que Deus existe e eu acreditarei!!”
Tal afirmação é
uma prova clara e decisiva de que a pessoa tem problemas cognitivos muito sérios.
Por exemplo, se alguém
nascido e criado no Brasil dissesse: “Só acreditarei na existência do Brasil quando
puderem me mostrar uma prova absoluta disso”, o que pensaríamos dessa pessoa? Pensaríamos
que estava delirando, ou mentalmente doente, ou ainda que era desonesta ou
tinha alguma limitação cognitiva. Não é verdade? A existência do Brasil não é objeto
de dúvida para qualquer indivíduo honesto, mentalmente equilibrado e sem
deficiências. Trata-se de coisa comprovada, e não faz sentido exigir a
apresentação de qualquer evidência adicional. Se essa pessoa realmente
desejasse (desde, é claro, que fosse capaz de compreender ideias racionais)
saber a verdade a respeito, já saberia tratar-se de um fato verdadeiro, tendo crescido
no próprio país de cuja existência ainda alega não estar convencida.
Embora pareça muito
simples num contexto como o do exemplo acima, o assunto é mais complicado quando
consideramos aqueles que não estão mentalmente doentes e são capazes de
processos racionais normais ao refletirem sobre outros temas.
Por que é que tais pessoas, aparentemente “normais”, vivem a
negar seus próprios narizes, por assim dizer? Por que é que pessoas que têm
títulos acadêmicos de prestígio, por exemplo, muitas vezes se destacam também
na negação do que está bem à sua frente, bem na sua cara?
Alguns ficam confusos com
esse fenômeno. Entretanto, a Bíblia trata dessa
questão em termos espirituais, e só essas verdades espirituais podem explicar
satisfatoriamente essa condição humana tão irônica, que de outra maneira seria
incompreensível.
É possível estudar a vida inteira, ter como guia as melhores
instituições acadêmicas e, ainda assim, permanecer espiritualmente cego para a
verdade eterna, e até para a própria existência do
Todo-Poderoso, seu próprio Criador. Assim falam as Escrituras sobre essas
pessoas:
2a Timóteo 3:7 - Que
aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.
As Escrituras descrevem
este quadro de maneira ainda mais clara na Epístola de Paulo aos Romanos:
Romanos, cap. 1, vers. 16-32:
16
Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para
salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.
17
Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o
justo viverá da fé.
18
Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos
homens, que detêm a verdade em injustiça.
19
Porquanto o que de Deus se pode conhecer
neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
20
Porque as suas coisas invisíveis, desde
a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se
entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles
fiquem inescusáveis;
21
Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o
glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se
desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
22
Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
23
E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem
corruptível (religiões feitas pelo homem, Evolução
Darwinista - pseudociência, ídolos acadêmicos, etc.), e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
24
Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à
imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
25
Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito
eternamente. Amém.
26
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres
mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
27
E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se
inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens,
cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu
erro.
28
E, como eles não se importaram de ter
conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para
fazerem coisas que não convêm;
29
Estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade;
cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
30
Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos,
presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;
31
Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem
misericórdia;
32
Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais
coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.
É a questão da diligência na negação da verdade, que
aparece tanto na passagem acima como na que se segue:
2a Epístola de
Pedro, cap. 3, vers. 3-7:
3
Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando
segundo as suas próprias concupiscências,
4
E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais
dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.
5
Eles voluntariamente ignoram isto,
que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra,
que foi tirada da água e no meio da água subsiste.
6
Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio,
7
Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como
tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens
ímpios.
Tais
pessoas são tendenciosas, preconceituosas, e exercem seu preconceito com grande
devoção. Vivem suas vidas como servos de sua NEGAÇÃO,
e frequentemente defendem essa sua ilusão até a morte. Se colocam em oposição
(têm preconceito) contra tudo aquilo em que não querem acreditar. Isto exige um esforço da vida inteira na rejeição da verdade. Entretanto,
embora odeiem até este pensamento, levam uma vida de devoção àquela fé (a fé em
que Deus não existe). Não podem provar
que Deus não existe, mas são devotados à sua crença de que Ele não existe. Este
é um sistema de pensamento baseado na FÉ, e não em indícios e provas. Esses crentes são desde o início inimigos da verdade, e
precisam continuar a lutar contra ela pelo resto de suas vidas. Eles
odeiam a luz e amam a escuridão (e a servem de todo o coração). Só veem o que
querem ver, e só ouvem o que querem ouvir. Montam
guarda à porta de suas mentes e só permitem que aquilo que aprovam ultrapasse esse
limiar e entre em seu “santo dos santos”, o templo de sua amada vaidade.
Provérbios 18:2:
O
tolo não tem prazer na sabedoria, mas só em que se manifeste aquilo que agrada
o seu coração.
Provérbios 1:7:
O
temor do SENHOR é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria
e a instrução.
Provérbios 13:19:
O
desejo que se alcança deleita a alma, mas apartar-se do mal é abominável para
os insensatos.