sábado, 8 de março de 2014

A Existência de Deus: Provar o Evidente?



“Scott”, tradução de A. Sette


Hoje é muito comum que aqueles que não veem exclamem: “Prove que Deus existe e eu acreditarei!!”

Tal afirmação é uma prova clara e decisiva de que a pessoa tem problemas cognitivos muito sérios.  

Por exemplo, se alguém nascido e criado no Brasil dissesse: “Só acreditarei na existência do Brasil quando puderem me mostrar uma prova absoluta disso”, o que pensaríamos dessa pessoa? Pensaríamos que estava delirando, ou mentalmente doente, ou ainda que era desonesta ou tinha alguma limitação cognitiva. Não é verdade? A existência do Brasil não é objeto de dúvida para qualquer indivíduo honesto, mentalmente equilibrado e sem deficiências. Trata-se de coisa comprovada, e não faz sentido exigir a apresentação de qualquer evidência adicional. Se essa pessoa realmente desejasse (desde, é claro, que fosse capaz de compreender ideias racionais) saber a verdade a respeito, já saberia tratar-se de um fato verdadeiro, tendo crescido no próprio país de cuja existência ainda alega não estar convencida.

Embora pareça muito simples num contexto como o do exemplo acima, o assunto é mais complicado quando consideramos aqueles que não estão mentalmente doentes e são capazes de processos racionais normais ao refletirem sobre outros temas.  
Por que é que tais pessoas, aparentemente “normais”, vivem a negar seus próprios narizes, por assim dizer? Por que é que pessoas que têm títulos acadêmicos de prestígio, por exemplo, muitas vezes se destacam também na negação do que está bem à sua frente, bem na sua cara?
Alguns ficam confusos com esse fenômeno. Entretanto, a Bíblia trata dessa questão em termos espirituais, e só essas verdades espirituais podem explicar satisfatoriamente essa condição humana tão irônica, que de outra maneira seria incompreensível.
É possível estudar a vida inteira, ter como guia as melhores instituições acadêmicas e, ainda assim, permanecer espiritualmente cego para a verdade eterna, e até para a própria existência do Todo-Poderoso, seu próprio Criador. Assim falam as Escrituras sobre essas pessoas:

2a Timóteo 3:7 - Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.

As Escrituras descrevem este quadro de maneira ainda mais clara na Epístola de Paulo aos Romanos:

Romanos, cap. 1, vers. 16-32:
16 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.
17 Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.
18 Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
19 Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;
21 Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
23 E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível (religiões feitas pelo homem, Evolução Darwinista - pseudociência, ídolos acadêmicos, etc.), e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
24 Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
25 Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
26 Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
27 E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
28 E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
29 Estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
30 Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;
31 Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;
32 Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.

É a questão da diligência na negação da verdade, que aparece tanto na passagem acima como na que se segue:

2a Epístola de Pedro, cap. 3, vers. 3-7:
3 Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências,
4 E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.
5 Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste.
6 Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio,
7 Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios.

Tais pessoas são tendenciosas, preconceituosas, e exercem seu preconceito com grande devoção. Vivem suas vidas como servos de sua NEGAÇÃO, e frequentemente defendem essa sua ilusão até a morte. Se colocam em oposição (têm preconceito) contra tudo aquilo em que não querem acreditar. Isto exige um esforço da vida inteira na rejeição da verdade. Entretanto, embora odeiem até este pensamento, levam uma vida de devoção àquela fé (a fé em que Deus não existe). Não podem provar que Deus não existe, mas são devotados à sua crença de que Ele não existe. Este é um sistema de pensamento baseado na FÉ, e não em indícios e provas. Esses crentes são desde o início inimigos da verdade, e precisam continuar a lutar contra ela pelo resto de suas vidas. Eles odeiam a luz e amam a escuridão (e a servem de todo o coração). Só veem o que querem ver, e só ouvem o que querem ouvir. Montam guarda à porta de suas mentes e só permitem que aquilo que aprovam ultrapasse esse limiar e entre em seu “santo dos santos”, o templo de sua amada vaidade.

Provérbios 18:2:
O tolo não tem prazer na sabedoria, mas só em que se manifeste aquilo que agrada o seu coração.
Provérbios 1:7:
O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.
Provérbios 13:19:
O desejo que se alcança deleita a alma, mas apartar-se do mal é abominável para os insensatos.